Disseram-me que
O anticristo falou
Estabeleça-se entre anarquistas e cristãos
Que perfeita equação?
Qual a finalidade e instinto
Que gera destruição? ...formação intelectual Hitler!
Que vergonhoso teste de “construção”
Seis milhões de inocentes mortos
Olhando livremente a liberdade
A convicção em si mesmo, o prendeu mortalmente
Os grandes espíritos céticos
Gozando a liberdade na prisão
Presos no seu intelecto a seu serviço
Máquinas assassinas do inferno
Criam humanas convicções mutatórias
Que morrem nas fraquezas da limitação...
“ a crença em si mesmo, em si mesma uma expressão, doente de privação de si!?!”
Qual o ponto que está o crente em si???
O forte em si mesmo
Condicionado a escravidão de si?
E o que diz o crente em Deus?
O fraco, Eu sou forte naquele que me fortalece
Para surdos, ver gestos, significa mais que ouvir razões...
Quem está dentro de mim,
Também se manifestou lá fora!!!
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros,2002.
Postado por Joel Almeida às 19:33 0 comentários
Eternidade ou teatro
Tatuagens de minha alma
Fui no teatro da vida
Espetáculos de aplausos
Uma farsa mentirosa
Retrato da corrupção
Lá o palhaço chutava uma bola
Rolava a gigante! Rolava! Girava!
Colorida com belas cores
De repente: Explosão barulhenta
Estourou na cara do palhaço
Pedaços de papel
Voaram para todos os lados
Retalhos escritos!
Mentira solidão! Ódio! Traíção. Fals!!.
Indaguei-me:
Mas o palhaço não é feliz?
Porque chora pela bola
Tão suja de lixo?
Ele a amava e a chutava?
Que lindo teatro!
Tela colorida que assisti.
O palhaço chorou! Chorou! Chorou...
A maquiagem desmanchou em seu rosto!
Era um negro infeliz
Com três dentes na frente!
Dois casamentos!
Nove bandidos e seis prostitutas
Ensinando-me lições de vida!!
Por trás da máscara...
Só Deus sabe, meu filho!!!
Minhas gotas de lágrimas
São por toda eternidade
Não sou inocente,
Estou vestido.
Mestre, já tenho Cristo!
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
AMIGO AJADJA
Bem, Ajadja!!
Não Serei irônico
Sim! Sempre verdadeiro
E aquelas perguntas?
Ninguém me respondeu verdades!!.
Continuam nos meios!
Então porque sou homem?
E tanta repressão a energia casual?
O que é essa moral?
Antichirst matou Deus?
E agora, Ajadja?
Vão salvar o entulho de átomos sentimentais?
Esses argumentos deles!!.
Oh! Não são vícios graves?
Não são fraudosos?
Mentiras traiçoeiras em nome da verdade!
Como colocar em ordem
O que por natureza é uma desordem,
Se não existe arquiteto universal?
Como dizem uns de vós!
O que é honesto no seu sim e não?
O que é certo ou errado?
Qual o padrão moral estabelecido?
Não sou aberração do acaso?
Quem é Nietzsche, Marx, Darwin e Platão?
Que é arte e filosofia?
Quais as combinações químicas pensantes
Que, com um golpe de misericórdia,
Mataram o velho Deus?
Uma explosão atômica de pensamentos?
Onde está o atestado?
Como matar o que não existe?
Onde o enterraram?
Ah! No fundo da prefeitura?
O que me faz crer,
Esse bolo químico atômico
Matou a pessoa enganada!
Eu desfilei com Deus ontem!!!
Conversei com ele!!!
É ilegal condenar quem não existe,
Se tem dúvida,
Que está vivo ou não, um erro maior!!!
Incoerência racional
Onde está o réu?
Não se toca, em coisa que não se explica!
De onde vieram os gases
Hidrogênio e hélio?
O que me diz da energia?
Apareceram por aí?
E antes deles?
Eu sou primeiro!
"Só sei que algo é."
E o que vai além da experiência?
O eterno!
Imóvel!
Imutável!
Será explicado no tempo móvel das ciências das coisas em movimento?
“Deus e somente Deus é a verdade!”
Ah! Tu és voz muda
Do mundo dos fenômenos
Tudo é acidental?
“Não há algo como ser homem e ser animal?
O que um ser não pode ser?” Contradição!
A grande questão é, Ajadja!
Homem não é homem?
A razão é vive-se por toda eternidade!
Ou nunca seria eterno Cristo o mistério desvendado
Que nos une! Bom e bom!
Verdadeiramente estávamos separados
Essência e existência, ser de Deus!...
Ser criado, homem!!!
Essência e existência separados
Todos pecaram; os seres criados,
E separados estão da essência Deus!
Unidos em Cristo.
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002
Postado por Joel Almeida às 15:34 0 comentários
TORNANDO SER
Então o Senhor Deus disse:
"Eis que o homem se fez como um de nós,
Conhecendo o bem e o mal,
Ora não aconteça que estenda sua mão,
E tome também da árvore da vida,
E coma e viva eternamente”
Coma da árvore da vida,
E viva eternamente!?
Tu já conheces o bem e o mal
Agora tu és igual?
Como viverás eternamente?
Onde está a árvore da vida?
Coma! Que viverás eternamente!
Tu amas a do conhecimento
Do bem e do mal?
Onde ela está?
No seu sangue!
Morte!
Pecado original!
Depravação total!
E o diabo?
Sombra mentirosa!
Eu conheço fogo,
Não preciso pular dentro dele,
Meu conhecimento diz que ele queima!
Sou químico!
O fogo não é ruim!
Se pular dentro dele ele mata!
Prova de fogo!!
Quem criou o mal?
Quem criou o mal?
Quem criou o mal?
Quem descobriu que o fogo queima?
O fogo é mal?
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002
Postado por Joel Almeida às 15:17 0 comentários
LOBO-DO-MAR
Que aberração organizada
Criaram moral
Para máquina química
Caldeirão fervente
Do suicídio aquecido
Resultado coerente
Da existência química
Intermináveis angústias
Mude sua evolução no laboratório
Para homem sem sofrer!!!?
Coisa que ama,
Por qual razão?
Se não tem Deus-pessoal!!!?
Tu tens mais dele?
Ou do Deus-energia?!
Tu vês o homem como não-homem?
Qual a razão para sua vida programada?!
Se não acredita em nada!
Filho de um acontecimento cósmico?
Que é sua arte?
Se tu és o objeto do absurdo?
E sua filosofia greco-européia?!!!
Não passarão de aberrações?
Tu me educas na cultura!
Programando-me para a desprogramação?
Tratando-me como se eu não fosse aberração
Qual a moral de sua história?
Intelecto de macaco!
Ensinando-me o quê?
Se eu já sou!
Creio no Deus-pessoal!
Jesus Cristo Filho!!!
Quem és tu?
Como raciocinas?
Salva-me agora, Darwin, com seleção natural!!!
Tu acreditas em Deus?
Como acreditas na evolução?
Se há um propósito divino,
Então desespero sem esperança!
Negue toda evolução!!!
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002
LIVRO PASSATEMPO
Tic-tac-tic-tac...
O grilo lá fora
Jogo de palavras cruzadas
Enxaqueca de cabeça
Passatempo nas mãos
Livro que não tem sentido
Poesias contemporâneas
Que nada! Que sono!
Vou dormir!
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002
SONHO E ETERNO
Construindo um barquinho
Lance-o no mar
Com uma formiguinha
Eu disse: Procure suas amiguinhas!
Que pesadelo! que tragédia!
Toda terra virou mar!!!
No sonho! No sonho!
O barquinho flutuava!flutuava!
Dias, anos, eras e séculos e nada achava
Girando toda terra
A formiguinha não morria
No sonho! No sonho eu sorria!
Ela estava segura!..
Dentro de mim!
Navegava sobre o mar!
Seu destino eterno
Dentro de mim, nunca terá fim!
Tu estás dentro de mim!
Formiguinha! Navegando! Navegando!
Não pode fugir!
Procurando as amiguinhas
Enquanto eu vou sonhando
Quando eu me levantar
Pegarei seu barquinho em minhas mãos
Tu estarás viva!
Olhando para mim!
Exclamará: Puxa vida!
Agora vejo que estava perdida!
Só assim reconhecerá
Que esteve dias e noites,
Perdida dentro de mim! Elohim...
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.
Postado por Joel Almeida às 15:00 0 comentários
MUITO PESSOAL
De deuses dos povos
Conceberam o deus absurdo
A unidade energética-impessoal
Fico desajustado com suas leis
Transgride a si própria
Inteligência desnivelada
Criou algo superior
Logo depois morreu!
Vergonhosa mentira impessoal não humana
Ilusão dos perseguidores sentimentais
Desestruturada realidade rabugenta
Ah1não!não!o deus cósmico não tem coração?!!
Que frustração! Que mente vazia!
O não sentimental
Dá vida um ser sentimental?!!
Esse burro o inteligente?
O morto impessoal ao vivo pessoal?...
Onde se vê isso!
Tu és uma energia sentimental frustrada?!
Aliás a única que sorrir!
Gotas desesperadas do impessoal? Como?
Oh! Não! Não! Intelecto ateu
Teu deus é miserável!
Também está abandonado!!!!!!!!!!...
Tem razão! É burro demais para ser deus!
Ah! Sim! Sim! Olhe para o meu
Está bem ao seu lado!
Se indentifica, Com seu interior...
Ama! Fala! Vê!
A personalidade pessoal!!!
Não me explica o impessoal
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002