Sociedade Alternativa dos poetas vivos

Sociedade Alternativa dos poetas vivos

sábado, 29 de agosto de 2009

O ANTI-CRISTO

 
Disseram-me que 
O anticristo falou 
Estabeleça-se entre anarquistas e cristãos 
Que perfeita equação? 
Qual a finalidade e instinto 
Que gera destruição? ...formação intelectual Hitler! 
Que vergonhoso teste de “construção” 
Seis milhões de inocentes mortos 
Olhando livremente a liberdade 
A convicção em si mesmo, o prendeu mortalmente 
Os grandes espíritos céticos 
Gozando a liberdade na prisão 
Presos no seu intelecto a seu serviço 
Máquinas assassinas do inferno 
Criam humanas convicções mutatórias 
Que morrem nas fraquezas da limitação... 
“ a crença em si mesmo, em si mesma uma expressão, doente de privação de si!?!” 
Qual o ponto que está o crente em si??? 
O forte em si mesmo 
Condicionado a escravidão de si?
E o que diz o crente em Deus? 
O fraco, Eu sou forte naquele que me fortalece 
Para surdos, ver gestos, significa mais que ouvir razões... 
Quem está dentro de mim, 
Também se manifestou lá fora!!! 

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros,2002.

   
Postado por Joel Almeida às 19:33 0 comentários 

 Eternidade ou teatro

Que cenas estigmatizantes 
Tatuagens de minha alma 
Fui no teatro da vida 
Espetáculos de aplausos 
Uma farsa mentirosa 
Retrato da corrupção 
Lá o palhaço chutava uma bola 
Rolava a gigante! Rolava! Girava! 
Colorida com belas cores 
De repente: Explosão barulhenta 
Estourou na cara do palhaço 
Pedaços de papel 
Voaram para todos os lados 
Retalhos escritos! 
Mentira solidão! Ódio! Traíção. Fals!!. 
Indaguei-me: 
Mas o palhaço não é feliz? 
Porque chora pela bola 
Tão suja de lixo? 
Ele a amava e a chutava? 
Que lindo teatro!
Tela colorida que assisti. 
O palhaço chorou! Chorou! Chorou... 
A maquiagem desmanchou em seu rosto!  
Era um negro infeliz 
Com três dentes na frente! 
Dois casamentos! 
Nove bandidos e seis prostitutas 
Ensinando-me lições de vida!! 
Por trás da máscara... 
Só Deus sabe, meu filho!!! 
Minhas gotas de lágrimas 
São por toda eternidade 
Não sou inocente, 
Estou vestido. 
Mestre, já tenho Cristo!  

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.

Postado por Joel Almeida às 19:30 0 comentários 
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

 AMIGO AJADJA



Bem, Ajadja!!  
Não Serei irônico  
Sim! Sempre verdadeiro
E aquelas perguntas?  
Ninguém me respondeu verdades!!.  
Continuam nos meios!  
Então porque sou homem?  
E tanta repressão a energia casual?  
O que é essa moral?  
Antichirst matou Deus?  
E agora, Ajadja?  
Vão salvar o entulho de átomos sentimentais?  
Esses argumentos deles!!.  
Oh! Não são vícios graves?  
Não são fraudosos?  
Mentiras traiçoeiras em nome da verdade!  
Como colocar em ordem
O que por natureza é uma desordem,  
Se não existe arquiteto universal?  
Como dizem uns de vós!  
O que é honesto no seu sim e não?  
O que é certo ou errado?  
Qual o padrão moral estabelecido?  
Não sou aberração do acaso?
Quem é Nietzsche, Marx, Darwin e Platão?  
Que é arte e filosofia?  
Quais as combinações químicas pensantes
Que, com um golpe de misericórdia,  
Mataram o velho Deus?  
Uma explosão atômica de pensamentos?  
Onde está o atestado?  
Como matar o que não existe?  
Onde o enterraram?  
Ah! No fundo da prefeitura?  
O que me faz crer,  
Esse bolo químico atômico  
Matou a pessoa enganada!  
Eu desfilei com Deus ontem!!!  
Conversei com ele!!!  
É ilegal condenar quem não existe, 
Se tem dúvida, 
Que está vivo ou não, um erro maior!!!  
Incoerência racional  
Onde está o réu?  
Não se toca, em coisa que não se explica!  
De onde vieram os gases  
Hidrogênio e hélio?  
O que me diz da energia?  
Apareceram por aí?  
E antes deles?  
Eu sou primeiro!  
"Só sei que algo é."  
E o que vai além da experiência?  
O eterno!  
Imóvel!  
Imutável!  
Será explicado no tempo móvel das ciências das coisas em movimento? 
“Deus e somente Deus é a verdade!”  
Ah! Tu és voz muda  
Do mundo dos fenômenos  
Tudo é acidental?  
“Não há algo como ser homem e ser animal?  
O que um ser não pode ser?” Contradição! 
A grande questão é, Ajadja! 
Homem não é homem?  
A razão é vive-se por toda eternidade!  
Ou nunca seria eterno Cristo o mistério desvendado  
Que nos une! Bom e bom!  
Verdadeiramente estávamos separados  
Essência e existência, ser de Deus!...  
Ser criado, homem!!!  
Essência e existência separados  
Todos pecaram; os seres criados,  
E separados estão da essência Deus!  
Unidos em Cristo.
 
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002
   


Postado por Joel Almeida às 15:34 0 comentários 

TORNANDO SER



Então o Senhor Deus disse:  
"Eis que o homem se fez como um de nós,  
Conhecendo o bem e o mal,  
Ora não aconteça que estenda sua mão,  
E tome também da árvore da vida,  
E coma e viva eternamente”  
Coma da árvore da vida,  
E viva eternamente!?  
Tu já conheces o bem e o mal  
Agora tu és igual?  
Como viverás eternamente?  
Onde está a árvore da vida?  
Coma! Que viverás eternamente!  
Tu amas a do conhecimento  
Do bem e do mal?  
Onde ela está? 
No seu sangue!  
Morte! 
Pecado original! 
Depravação total!  
E o diabo?  
Sombra mentirosa!  
Eu conheço fogo,  
Não preciso pular dentro dele,  
Meu conhecimento diz que ele queima!  
Sou químico! 
O fogo não é ruim!  
Se pular dentro dele ele mata!  
Prova de fogo!!
Quem criou o mal?  
Quem criou o mal?  
Quem criou o mal?  
Quem descobriu que o fogo queima?  
O fogo é mal?
 
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002


Postado por Joel Almeida às 15:17 0 comentários 

 LOBO-DO-MAR

Oh! Golpe fatal 
Que aberração organizada  
Criaram moral  
Para máquina química  
Caldeirão fervente  
Do suicídio aquecido  
Resultado coerente
Da existência química  
Intermináveis angústias  
Mude sua evolução no laboratório  
Para homem sem sofrer!!!?  
Coisa que ama,  
Por qual razão?  
Se não tem Deus-pessoal!!!?  
Tu tens mais dele?  
Ou do Deus-energia?!  
Tu vês o homem como não-homem?  
Qual a razão para sua vida programada?!  
Se não acredita em nada!  
Filho de um acontecimento cósmico?  
Que é sua arte?  
Se tu és o objeto do absurdo?  
E sua filosofia greco-européia?!!!  
Não passarão de aberrações?  
Tu me educas na cultura!  
Programando-me para a desprogramação?  
Tratando-me como se eu não fosse aberração  
Qual a moral de sua história?  
Intelecto de macaco!  
Ensinando-me o quê?  
Se eu já sou!  
Creio no Deus-pessoal!  
Jesus Cristo Filho!!!  
Quem és tu?  
Como raciocinas?  
Salva-me agora, Darwin, com seleção natural!!!  
Tu acreditas em Deus?  
Como acreditas na evolução?  
Se há um propósito divino,
Então desespero sem esperança!  
Negue toda evolução!!!

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002

Postado por Joel Almeida às 15:12 0 comentários 

LIVRO PASSATEMPO

O relógio na parede 
Tic-tac-tic-tac...  
O grilo lá fora  
Jogo de palavras cruzadas 
Enxaqueca de cabeça  
Passatempo nas mãos  
Livro que não tem sentido  
Poesias contemporâneas  
Que nada! Que sono! 
Vou dormir!

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002

Postado por Joel Almeida às 15:06 0 comentários 

SONHO E ETERNO

Que sonho sonhei  
Construindo um barquinho  
Lance-o no mar  
Com uma formiguinha  
Eu disse: Procure suas amiguinhas!  
Que pesadelo! que tragédia!  
Toda terra virou mar!!!  
No sonho! No sonho!  
O barquinho flutuava!flutuava!  
Dias, anos, eras e séculos e nada achava  
Girando toda terra  
A formiguinha não morria  
No sonho! No sonho eu sorria!  
Ela estava segura!..  
Dentro de mim!  
Navegava sobre o mar!  
Seu destino eterno  
Dentro de mim, nunca terá fim!  
Tu estás dentro de mim! 
Formiguinha! Navegando! Navegando!
Não pode fugir!  
Procurando as amiguinhas  
Enquanto eu vou sonhando  
Quando eu me levantar  
Pegarei seu barquinho em minhas mãos  
Tu estarás viva!  
Olhando para mim!  
Exclamará: Puxa vida! 
Agora vejo que estava perdida!  
Só assim reconhecerá  
Que esteve dias e noites,  
Perdida dentro de mim! Elohim...
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.
   
Postado por Joel Almeida às 15:00 0 comentários 

 MUITO PESSOAL

De deuses dos povos

Conceberam o deus absurdo  

A unidade energética-impessoal  

Imoral religiosidade cósmica  
Fico desajustado com suas leis  
Transgride a si própria  
Inteligência desnivelada  
Criou algo superior  
Logo depois morreu!  
Vergonhosa mentira impessoal não humana  
Ilusão dos perseguidores sentimentais  
Desestruturada realidade rabugenta  
Ah1não!não!o deus cósmico não tem coração?!!  
Que frustração! Que mente vazia!  
O não sentimental  
Dá vida um ser sentimental?!!  
Esse burro o inteligente?  
O morto impessoal ao vivo pessoal?...
Onde se vê isso!  
Tu és uma energia sentimental frustrada?!  
Aliás a única que sorrir!  
Gotas desesperadas do impessoal? Como?  
Oh! Não! Não! Intelecto ateu  
Teu deus é miserável!  
Também está abandonado!!!!!!!!!!...  
Tem razão! É burro demais para ser deus!  
Ah! Sim! Sim! Olhe para o meu  
Está bem ao seu lado!  
Se indentifica, Com seu interior...  
Ama! Fala! Vê!  
A personalidade pessoal!!!  
Não me explica o impessoal  

ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002

PSIU POÉTICO : MORTE DOS DINOSSAUROS

Domingo, 22 de Março de 2009

PSIU POÉTICO : MORTE DOS DINOSSAUROS


Grandes dinossauros  
Nos seus dias Poderosos  
Entre os animais  
Governavam com suas forças  
Cabeças dos sauros  
Estão mortos!!!  
Abaixo de nossa terra ...seus ossos...  
Mentes que já não pensam  
Nem sonham conquistas  
Esgotados de todo vigor  
Seus restos expostos  
Nos museus de cultura  
Para que os jovens lembrem  
No Brasil existiu dinos!!!  
Passado é o tempo deles  
Fósseis espalhados por ai  
Esmagavam pequenos bichos  
Devoravam carnes  
Uns aos outros  
Oh, pobres dinossauros!!!  
Nunca se imaginaram mortos!?  
E agora? Onças pardos elefantes zombam deles!  
Pisam nos seus restos  
Que não reagem mais...  
E eu? Sou mais um gato!  
Pelo menos mia!!!  
Os dinossauros não vivem, não berram, não falam...  
Estão todos mortos!  
Enterrados debaixo das cidades  
Fantasias que muitos colecionam  
Brinquedinhos da imaginação  
Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!  
Eles foram, não voltam...  
São só lembranças! Lembranças!  
Nos livros, nas bibliotecas das escolas...  
Suas ações, manifestações e poder,  
Nos discursos nas universidades  
O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles  
Era uma vez os...  
Despachantes das velhas rimas

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Poesia para psiu poético 2005.
Postado por Joel Almeida às 14:32 0 comentários 
Marcadores: Dinossauros, Morte. Joel Almeida 2005. 

PSIU POÉTICO : ESTÁTUAS


 

Oxalá!  
Joel Almeida,  
Dos tempos Bilac
Álvares Azevedo das Florestas  
Oliveira verde do monte  
Anjos do Eu,  
Sentado no Carvalho  
Apanhando de Correia
Daquela família dos poderosos Andrad’s  
Que fumam cigarros da Souza Cruz  
Na chapada dos Guimarães (Guimaraens) 
Chupando uma doce Lima  
Observando uma Aranha  
Caminhando na Bandeira do Brasil  
Sobre o cabo do Machado que a levanta,  
Nos dias lindos,  
Teria uma estátua numa praça!  
Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

Postado por Joel Almeida às 14:27 0 comentários 
Marcadores: Estátuas, Psiu poético 2005. Joel Almeida 

PROSTITUTA INTERNACIONAL: Psiu Poético


Porção que foi embora  
Resta-nos a pobreza  
Misérias de um povo  
Lutadores, amedrontados por nada,  
Conquistas dessa gente  
Escravos, independentes  
Com jeito atraente...  
“Sangue de todo mundo”  
Nada mais é nosso!!!  
Herança de índios mortos vendidos  
Nenhum lugar, nenhuma esperança...  
As mãos do Divino  
Traçam linhas de amor  
No seu seio, confiança!!!  
Liberdade sem vida  
Campos desérticos sem flores  
Só pode ser ... ...amada que não é mais minha!!!  
Oh! Salve! Salve Deus! Jesus!?!  
Cruzeiro que não resplandece  
Sapos mortos nos bosques  
Os raios fúlgidos castigam nordestinos  
Perdemos com braços fortes  
No peito de muitos desesperos e horrores  
Angústias opressoras, 
menos amores.  
Desafios da morte,  
Amanhã cantará o grilo,  
Joãozinho de barro  
Vestirá camisa amarela  
Tudo que resta,  
Perguntarão esse: Amas tu?! Tua amada!?  
Não! Não! Não! De jeito nenhum!  
Amava-a muito!  
Quando era só minha!...  
Hoje não! Tornou-se prostituta internacional  
Mesmo assim?! Um gritoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  
Brasillllsillllsillllsillll!???!  
Independência ou vida!  
Morte apenas quando as cabeças  
Invejarem o branco algodão.

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.