Sociedade Alternativa dos poetas vivos

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sábado, 29 de agosto de 2009

PSIU POÉTICO : MORTE DOS DINOSSAUROS

Domingo, 22 de Março de 2009

PSIU POÉTICO : MORTE DOS DINOSSAUROS


Grandes dinossauros  
Nos seus dias Poderosos  
Entre os animais  
Governavam com suas forças  
Cabeças dos sauros  
Estão mortos!!!  
Abaixo de nossa terra ...seus ossos...  
Mentes que já não pensam  
Nem sonham conquistas  
Esgotados de todo vigor  
Seus restos expostos  
Nos museus de cultura  
Para que os jovens lembrem  
No Brasil existiu dinos!!!  
Passado é o tempo deles  
Fósseis espalhados por ai  
Esmagavam pequenos bichos  
Devoravam carnes  
Uns aos outros  
Oh, pobres dinossauros!!!  
Nunca se imaginaram mortos!?  
E agora? Onças pardos elefantes zombam deles!  
Pisam nos seus restos  
Que não reagem mais...  
E eu? Sou mais um gato!  
Pelo menos mia!!!  
Os dinossauros não vivem, não berram, não falam...  
Estão todos mortos!  
Enterrados debaixo das cidades  
Fantasias que muitos colecionam  
Brinquedinhos da imaginação  
Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!  
Eles foram, não voltam...  
São só lembranças! Lembranças!  
Nos livros, nas bibliotecas das escolas...  
Suas ações, manifestações e poder,  
Nos discursos nas universidades  
O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles  
Era uma vez os...  
Despachantes das velhas rimas

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Poesia para psiu poético 2005.
Postado por Joel Almeida às 14:32 0 comentários 
Marcadores: Dinossauros, Morte. Joel Almeida 2005. 

PSIU POÉTICO : ESTÁTUAS


 

Oxalá!  
Joel Almeida,  
Dos tempos Bilac
Álvares Azevedo das Florestas  
Oliveira verde do monte  
Anjos do Eu,  
Sentado no Carvalho  
Apanhando de Correia
Daquela família dos poderosos Andrad’s  
Que fumam cigarros da Souza Cruz  
Na chapada dos Guimarães (Guimaraens) 
Chupando uma doce Lima  
Observando uma Aranha  
Caminhando na Bandeira do Brasil  
Sobre o cabo do Machado que a levanta,  
Nos dias lindos,  
Teria uma estátua numa praça!  
Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

Postado por Joel Almeida às 14:27 0 comentários 
Marcadores: Estátuas, Psiu poético 2005. Joel Almeida 

PROSTITUTA INTERNACIONAL: Psiu Poético


Porção que foi embora  
Resta-nos a pobreza  
Misérias de um povo  
Lutadores, amedrontados por nada,  
Conquistas dessa gente  
Escravos, independentes  
Com jeito atraente...  
“Sangue de todo mundo”  
Nada mais é nosso!!!  
Herança de índios mortos vendidos  
Nenhum lugar, nenhuma esperança...  
As mãos do Divino  
Traçam linhas de amor  
No seu seio, confiança!!!  
Liberdade sem vida  
Campos desérticos sem flores  
Só pode ser ... ...amada que não é mais minha!!!  
Oh! Salve! Salve Deus! Jesus!?!  
Cruzeiro que não resplandece  
Sapos mortos nos bosques  
Os raios fúlgidos castigam nordestinos  
Perdemos com braços fortes  
No peito de muitos desesperos e horrores  
Angústias opressoras, 
menos amores.  
Desafios da morte,  
Amanhã cantará o grilo,  
Joãozinho de barro  
Vestirá camisa amarela  
Tudo que resta,  
Perguntarão esse: Amas tu?! Tua amada!?  
Não! Não! Não! De jeito nenhum!  
Amava-a muito!  
Quando era só minha!...  
Hoje não! Tornou-se prostituta internacional  
Mesmo assim?! Um gritoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  
Brasillllsillllsillllsillll!???!  
Independência ou vida!  
Morte apenas quando as cabeças  
Invejarem o branco algodão.

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

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