PSIU POÉTICO : MORTE DOS DINOSSAUROS
Grandes dinossauros
Nos seus dias Poderosos
Entre os animais
Governavam com suas forças
Cabeças dos sauros
Estão mortos!!!
Abaixo de nossa terra ...seus ossos...
Mentes que já não pensam
Nem sonham conquistas
Esgotados de todo vigor
Seus restos expostos
Nos museus de cultura
Para que os jovens lembrem
No Brasil existiu dinos!!!
Passado é o tempo deles
Fósseis espalhados por ai
Esmagavam pequenos bichos
Devoravam carnes
Uns aos outros
Oh, pobres dinossauros!!!
Nunca se imaginaram mortos!?
E agora? Onças pardos elefantes zombam deles!
Pisam nos seus restos
Que não reagem mais...
E eu? Sou mais um gato!
Pelo menos mia!!!
Os dinossauros não vivem, não berram, não falam...
Estão todos mortos!
Enterrados debaixo das cidades
Fantasias que muitos colecionam
Brinquedinhos da imaginação
Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!
Eles foram, não voltam...
São só lembranças! Lembranças!
Nos livros, nas bibliotecas das escolas...
Suas ações, manifestações e poder,
Nos discursos nas universidades
O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles
Era uma vez os...
Despachantes das velhas rimas
Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Poesia para psiu poético 2005.
Postado por Joel Almeida às 14:32 0 comentários
Marcadores: Dinossauros, Morte. Joel Almeida 2005.
PSIU POÉTICO : ESTÁTUAS
Oxalá!
Joel Almeida,
Dos tempos Bilac
Álvares Azevedo das Florestas
Oliveira verde do monte
Anjos do Eu,
Sentado no Carvalho
Apanhando de Correia
Daquela família dos poderosos Andrad’s
Que fumam cigarros da Souza Cruz
Na chapada dos Guimarães (Guimaraens)
Chupando uma doce Lima
Observando uma Aranha
Caminhando na Bandeira do Brasil
Sobre o cabo do Machado que a levanta,
Nos dias lindos,
Teria uma estátua numa praça!
Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.
Postado por Joel Almeida às 14:27 0 comentários
Marcadores: Estátuas, Psiu poético 2005. Joel Almeida
PROSTITUTA INTERNACIONAL: Psiu Poético
Porção que foi embora
Resta-nos a pobreza
Misérias de um povo
Lutadores, amedrontados por nada,
Conquistas dessa gente
Escravos, independentes
Com jeito atraente...
“Sangue de todo mundo”
Nada mais é nosso!!!
Herança de índios mortos vendidos
Nenhum lugar, nenhuma esperança...
As mãos do Divino
Traçam linhas de amor
No seu seio, confiança!!!
Liberdade sem vida
Campos desérticos sem flores
Só pode ser ... ...amada que não é mais minha!!!
Oh! Salve! Salve Deus! Jesus!?!
Cruzeiro que não resplandece
Sapos mortos nos bosques
Os raios fúlgidos castigam nordestinos
Perdemos com braços fortes
No peito de muitos desesperos e horrores
Angústias opressoras,
menos amores.
Desafios da morte,
Amanhã cantará o grilo,
Joãozinho de barro
Vestirá camisa amarela
Tudo que resta,
Perguntarão esse: Amas tu?! Tua amada!?
Não! Não! Não! De jeito nenhum!
Amava-a muito!
Quando era só minha!...
Hoje não! Tornou-se prostituta internacional
Mesmo assim?! Um gritoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Brasillllsillllsillllsillll!???!
Independência ou vida!
Morte apenas quando as cabeças
Invejarem o branco algodão.
Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.
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